quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Fim de tempos escolares
E acabou!
Agora.... a faculdade!
domingo, 27 de setembro de 2009
Bem, que fiz então?
Terminei meu livro e o inscrevi num concurso. Um belo do romance, isso sim, garoto! Esperemos que seja publicado. E to preparando 3 antologias pro final do ano e outro romance para o inicio do ano q vem. É, escrevo como quem existe, existo como quem não escreve, já que não sou ninguém conhecido e nem sei se serei um dia.
Sem falar os vários ensaios que tenho durante a semana - um dia ainda me caso com as letras e a música!
Bem, devo agora começar um post? algo ácido ou panfletário como sempre?
nem sei.
Se alguém de fato ler esta nota, quem sabe volto a cuspir coisas aqui.
quem sabe? rs
Bem, por hoje é tudo pessoal.
pararampampampampam e etc
abraços libertários
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Deglutição

Este, indubitavelmente, é um dos meus poucos momentos atuais de certa vontade to write... Uma interferência dos titãs em seu ímpeto de vingança à Zeus.....
Usando o título de um excelente livro que eu li, parafraseio e o nomeio-o como sendo a classificação primordial de tudo - Hoje está um dia morto...
Morto? o sol está brilhando, construções vão se erguendo tatatatatatata de britadeira, muros cimentados, pessoas pra lá e pra cá, capitais girando o globo, estudantes dormindo em sala de aula, a bruma se dissipando, ainda deixando aquele ar de friozinho de manhã - estamos no inverno Zé - e você quer ir no boteco (para alguns bUteco - vá entender...)....
Eu moro relativamente bem, num lugar clássico e formoso de botecos, churrasquinhos e rodas de samba - embora eu prefira Rock... Ai você pensa, meu caro leitor, já beber de manhã? o galo mal cantou, po, que merda, hein? Não.... É um desses dias que lhe vêm a mente aquele trecho de música que você não se lembra a banda ou o álbum: um minuto para o fim do mundo/ toda a sua vida muda num segundo Êta depressão porreta!
Seja você quem for, quando está melancólico demais, e sua vida parece um filme noir antigo, o que lhe vem a mente? Drogas, prostitutas, suicídio, tentar um columbine day na escola ou no trabalho, armar um ataque terrorista, what ever! o que lhe vem na massa a que você chama cérebro ou, generalizando, carne, corpo, matéria - um amontoado nojento de átomos mais velhos do que possa imaginar - o que pensa? bebida. O medo percorre-lhe o corpo. Você sua. Se enjoa. deseja e não deseja o álcool.
Nessa sua miserável vida que voce tanto deseja que acabe, concomitantemente (sem dúvida essa é uma bonita palavra) tenta salvar a sua existência maldita...... Como? enchendo a cara!
vai no boteco pede uma cerveja engole duma vez pede outra engole pede uísque engole pede outro num trago só muda pra vodka vira duma vez.... Bêbado? Não!
E depois de horas e horas finalmente num ápice de kalatmandu, chegas afinal no K.O.
ótimo, né?
em termos....
aqui estou eu, em frente ao computador, a urbanidade lá fora, pra mim sendo já fim de semana - ou seja, meu manifesto está valendo - e sem nada no bolso - nada de dindin grana mufunfa cobres cruzado mil-réis pratas paus verdinhas... nada!
o X da questão: não posso me embebedar. logo, as outras opções não existem, pois o primordial - beber - não é concretizável agora. Que faço?
pulo a bebedeira e vou logo para a ressaca existencial a que estamos confinados nesse minúsculo point in the universe witch we call earth - Terra....
Hã?
motivo do post: merda nenhuma!
você, meu leitor, que por milagre não desistiu desse lugar pútrefo que denomino vaso (sanitário) - my home - está lendo mais um devaneio de um Zé - Todos somos Zé....
Então.... C'est finni....
Só isso?, é, hum, então tchau, té mais ver, posso te ligar, não deixa que eu te ligo, ok, bora sair mais tarde, nem dá, então ta, ta, tchau.....
garçom! ta aqui, ó!
Pago a conta do boteco,
ao som do bom e velho Noel Rosa
au revoir
abraços libertários
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Nota
Estou vivo!
Sim, parei de postar num êxtase de falta do que escrever, estudar para o vestibular, e terminar o meu livro.
Sei que também minhas letras não causam muita carência à blogosfera.
Até quando me der vontade de escrever novamente.
abraços libertários
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Manifesto Literário

Se há tantos manifestos, por quê não fazer um meu?
Manifesto Literário Made in Vaso
1 - Será dada toda liberdade de criação aos escritores.
2 - Todo texto deverá ser literário, seja redação de escola, de vestibular, artigo científico, monografia, provas, etc
3 - Palavras derivadas de indiferença, covardia, egoísmo, redemoinho e peidar estão extintas
4 - As aspas estão extintas
5 - Todos deverão ter no mínimo, um livro publicado
6 - Copy-rigths estão abolidos
7 - Livros de auto-ajuda, Best sellers, e outros livros de modinha estão proibidos
8 - Artigos definidos só serão permitidos no fim-de-semana, assim como preposições, conjunções e onomatopéias
9 - O ponto final está excluído da língua portuguesa, sendo substituído por vígulas e reticências, dando uma eterna continuidade ao pensamento e ao texto
10 - Referências greco-latinas deverão ser suprimidas nos textos escritos a partir de agora
11 - A censura está liberada às 0h de 31 de fevereiro para fins corporativos
12 - Nomes como, Ana, Isabel, Paulo, Marcos, Beatriz, Gilberto, Mário e Raimundo deverão ser trocados por Jacinta, Mariolinda, Creisvaldo, Octalícia, Joca sorte e Paralelepípedo.
13 - Todos, exceto o autor deste manifesto, estão autorizados a segui-lo....
abraços libertários
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!
Amigo, amiga, leitor-leitora! quanto tempo! como vai a família? Tenho uma grande oportunidade para VOCÊ! sente-se, isso, ai mesmo, vamos aos negócios.Já ouvi falar de muitas coisas vendidas no e-bay, no marcado livre.... de lenços de papel usados por seu ídolo, até esposas e carne humana (?!). Nada contra os canibais (afinal, o que é um pouco de carne entre amigos?), mas isso é bizarro! rs
Lanço hoje minha oferta: vendo o Brasil. Um país tropical, eterno país do futuro. tem belas praias, belas mulheres e um pouco de corrupção. traficantes e população burra incluídos. Simplesmente, oferta especial! Não é espetacular? Não estamos falando de um país insignificante, mas um país do Bric (olha, é o primeiro país da sigla, não é importante?), produtor de petróleo e exportador de suco de laranja e dinheiro público para contas na Suíça! Fabuloso! e quanto custa? Aí está a promoção! quem der o maior lance, leva! exatamente isso! e você pode parcelar em 35.000.000.000.000 vezes que não tem problema, é capaz de nem se lembrarem que você está devendo, mas que o Brasil deve a você! Não é sensacional? ah, também há vastas áreas de mata nativa a serem exploradas e outras de soja, para plantação de maconha e afins!
Então, quem dá um lance?
dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!
Pensamento do Dia: se Bill Gates morasse no Brasil, nunca seria o homem mais rico do mundo.
Pensamento da noite: Se Lula & Cia (câmara, senado e vendedor de sacolés) querem ganhar muito, ao invés de aumentarem seus salários, por que não se tornam jogadores de futebol? em um ano de trabalho ganhariam mais que um mês de roubalheira, sem contar os patrocínios, as mulheres, os carros....
abraços libertários
domingo, 5 de abril de 2009
Sítio do pica-pau amarelo

- Ora Seu Vaso, não é assim - disse Emília - é claro que porcos falantes existem, lembra do Marquês de rabicó?
- Emília, sua boneca de pano destrambelhada, ele não é real, é faz-de-conta! porcos não falam na vida real. - disse eu
- Ah é? - ameaçou Emília - é só fazer faz-de-conta, quer ver? vou te mostrar com meu pó de pimrilimpimpim
Ah! meu amigo leitor, minha amiga leitora, hoje voltei a minha infância!
Imagine, que, por acidente, recebi aqui em casa, num pacote meio-velho-meio-novo, com ares de pós de décadas um livro do meu escritor favorito em criança: Monteiro Lobato.
Ah!
Nesse meu tempo pós-moderno, cronometrado, sintetizado, digitalizado, parei uma meia horinhazinha para degustar em conpanhia de Emília, que está agora me azucrinando aqui do lado, Não tô Não!, o Visconde de Sabugosa, sentado na minha estante remexendo meus livros, Pedrinho e Narizinho, Tia Nastácia roncando, e Dona Benta costurando uns remendos em algumas roupas minhas - que vergonha!. Os outros personagens estão por aqui em casa nalgum lugar - nem quero ver a bagunça!
Ah!
Sou criança novamente, em meus verdes-verdes anos,
época doce,
e hoje impossível.
Ah!
vejo que estou velho, velho por ser nostalgico, sentado na varanda bebendo maracujá vendo o sol morrer por uma noite e sonhar acordado, velho, as crianças não terem mais infância como tive, velho, na geração fast food, velho, num mundo reality show, BBB - Big Bosta Brasil. Quem vai ganhar um milhão? - só se for no c*!
ah!
Tudo descendo no rodamoinho de merda da privada
ah!
Velho!!
ah!
[suspiro]
Neste dia morto digo Tchau,
para uma lembrança que se apagará daqui a....
cinzas ao vento....
abraços libertários
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Simplicidade

Sabe, meu amigo leitor, ou, minha amiga leitora, há aqueles que contam mentiras. Há aqueles que contam verdades. Há aqueles que contam acasos, outros, que contam sonhos. Há quem conte números, ou, que contem os minutos para que uma aula chata acabe. Eu, conto histórias. Sei que você estava esperando um post melhor, como os que escrevia ano passado, mas o começo de um período de 365 dias deixa qualquer um em ponto morto. Então, esse será mais um post de desabafo, o próximo, prometo, será melhor.
Eu, conto histórias, histórias que eu possa chamar reais, histórias minhas, suas, do mendigo da rua, histórias verossímeis. Eu simplesmente, cansei de inventar mentiras, ilusões, cavaleiros, princesas, heróis heróicos, mulheres puras, anjos de crianças, etc etc etc. Cansei.
Prefiro...prefiro...prefiro humanidade. Prefiro carne, prefiro dor, solidão, desilusão e tristeza, não existe felicidade, prefiro cansaço, prefiro fome, prefiro pobreza, os ricos não prestam, prefiro sujeira, mundo é sujo, o esgoto é sujo, sua casa é suja, prefiro prostitutas, prefiro morte, prefiro terror, prefiro loucura, prefiro bruxas, as fadas morreram, prefiro canalhas, não existe homem perfeito, não existe príncipe, nem cavalo branco. Prefiro suícidio, não há salvação, não há escolha, não há destino, só o inevitável.
Prefiro...prefiro...prefiro o que há em nós, em mim, em você. Somos sujos, somos nus, somos cegos, somos assassinos. Somos seres da sexta-feira 13, somos bandidos, somos covardes.
Somos...somos humanos.
E escrevo a humanidade, uma Ode à humanidade.
Eu conto histórias, e você?
abraços libertários
sábado, 7 de fevereiro de 2009

Novo ano. Minhas férias mal terminaram, meu amigo leitor, e já me vejo no grudento tédio de um ano inteiro. De tudo o que ando pensando, o que mais me perturba é se eu sou burro o bastante....burro o bastante para aprender as novas regras de ortografia. veja bem, meu amigo. todos esses anos tive que escrever na marra porque nenhum professor teve a coragem de me ensinar uma única regra de ortografia ou de gramática. Eu admito: não sei português. Porém, mesmo assim, mesmo sendo o burro da classe, aprendi a escrever. E como tenho que reaprender, não sei se tenho mais idade pra isso...Pois é...18 invernos passam rápido. E o que eu nãoi entendo, é que já que tantas coisas foram banidas, por que as aspas também não? Tem quase a mesma utilidade do trema: nenhuma. Eu escrevo como falo, e obviamente não falo: ele me disse abre aspas que....fecha aspas. Não falo, e não irei falar assim. Sei que os academicos da língua lusa concordaram comigo, as aspas devem ser banidas também. tudo deve ser banido! é inútil, como a ocupação do Iraque e...falando no iraque, alguém sabe se esse país ainda existe, digo, se não aparece na glogo, não é verdade, correto? umas trocentas cabeças concordam com esse pensamento estúpido, meio capenga, como anda as pernas de Amy Winehouse. Nada contra ela, eu gostas das músicas dela, mas preferiria que ela deixasse algumas mais antes de morrer. Ebquanto isso, seguimos nossa vida, a ver pelos vitrais renascentistas, toda dor e solidão que há nos gemidos da escuridão.
Post sem sentido, mas o único que me veio na cabeça.
abraços libertários
domingo, 14 de dezembro de 2008
Eu, Minardi e Capitu
EU X DIOGO MAINARDI, da revista Veja
Gostaria de saber se o caro Diogo Mainardi leu a obra Machadiana ou assistiu a série Capitu com um olhar um pouco menos preconceituoso e pseudo-intelectual. Admito que a forma que o diretor da série usou técnicas nada usuais para ADAPTAR o livro Dom Casmurro, o que o, não sei se jornalista ou figurão, da Veja, chamou de “circo”. Mainardi, em sua onisciência e sabedoria, pergunta onde está Machado de Assis na minissérie; eu digo: na recepção do telespectador. O leitor de uma obra, apesar do autor ter escrito de uma forma, possui uma multi-perspectiva da obra, várias interpretações, logo, independentemente de dizer se Machado está ou não na minissérie, é melhor perguntar: “Machado está no modo como eu li seu livro?” A sociedade brasileira, mais precisamente a geração jovem (vide: futuro da nação), que mal e parcamente sabe ler e escrever, lê pouco ou nada. A literatura está afastada e hostilizada no meio que não deveria ter saído: a escola. Se, e não estou brincando, Mainardi perguntasse a um aluno de uma escola municipal quem foi Machado de Assis ou como é a obra dele, digo, pelo menos em minha cidade, que este aluno não saberia responder, pois este está mais preocupado sobre o funk mais recente ou se a Juliana Paes vai tirar ou não a roupa no comercial de cerveja. Se a ADAPTAÇÂO (logo não é a obra integral) fosse ao estilo de época, haveria menos espectadores, pois o horário destinado aos programas Cult é após a outros banais e idiotizantes, como Toma lá, dá cá, zorra total, casseta e planeta, etc. Daí a importância de meios mais inteligentes e menos maçantes para apresentar o belo mundo da literatura para o povo, alunos. Então, se após esses programas (tarde da noite) há poucos assistindo televisão, se a minissérie fosse em estilo “normal” e não “circense” seria CHATA. Isso digo eu, aluno de um dos colégios mais respeitados no Brasil (incluindo na constituição brasileira), admirador de Machado e escritor amador.
A série, pouco se distanciou de minha interpretação desta obra, quando a li. Bentinho, diante de seu ciúme e paranóia, é seco e desencantado no livro e continua, mesmo depois de velho, submisso e influenciado por Capitu, morta, através de todo o fascínio, beleza, dissimulação, e encanto de cigana dos “olhos de ressaca”, figura que a minissérie quis aproximar a popular interpretação de adúltera, quando nada podemos afirmar. José Dias é um vigarista, canastrão, não um muttley como foi chamado pelo senhor Diogo Mainardi. Admito que muito que foi tirado do texto original poderia estar na adaptação, e que Machado é mais complexo que isso. Mas ele não é zombado pela sociedade mesquinha que ele zomba. Para mim, foi uma experiência gratificante assistir essa obra, eu, que sou preconceituoso com adaptações, sejam elas televisivas ou teatrais, das obras, que, para mim, não devem ser alteradas. Eu, confirmo, fui seduzido pelo aspecto estético, musical e teatral apresentado pelo diretor, e consegui ter várias idéias para contos e poemas que de forma contrária não teria. Não foi uma minissérie abarrotada com aparatos e vestimentas rebuscadas que poucos entenderiam, mas minimalista na forma visual e menos apelativa, preocupada em tentar (outro ponto que admito: Machado realmente estava muito diluído na adaptação) preservar a “paternidade machadiana” e aproximar/paralelizar a obra com a realidade que vivemos, num dinamismo maior do que o método de ensino da literatura nas escolas. Se alguém abastardou Machado, eu ouso dizer que foram aqueles que ou não entendem-no ou não querem entender.
Então, se o senhor Diogo Mainardi quiser outra vez criticar ou depreciar uma adaptação, quer seja mal feita, mal interpretada ou distante do que o autor escreveu, que pelo menos tente entender a mente por trás do texto original e a nossa banal atualidade, fraca e sem futuro.
