sábado, 20 de setembro de 2008

cegueira X moralidade


Meu amigo leitor (a), este post não é uma propaganda, nem algo do gênero, mas apenas uma exposição de idéias que me ocorreram ontem ao ver "Ensaio sobre a Cegueira".

1º) a moralidade humana é hipócrita.
Nós criamos preceitos para a melhor convivência entre nós ou para uma recompensa pelo inferno terreno que simplesmente não obedecemos, e mesmo assim ainda esperamos que o outro siga-os.

2º)uma linha tênue separa a razão dos instintos animais.
basta que certas coisas não aconteçam dentro da normalidade para nos "esquecermos" de milhares de anos de sociedade para aflorar nossos instintos: poder, disputa, sexo, sem nenhuma preocupação ou punição, numa guerra de todos contra todos (Hobbes).

3º)Os serviços atuais são frágeis.
Se alguma pane, defeito ou qualquer outra coisa acontecer a uma parte do sistema, todo o ele se descontrola.E como estamos acostumados a viver segundo um protetor (Estado), este perdendo seu poder de apacentação (ou pressão) gera um vazio na mente humana, que se torna incapaz de escolhas e perde os valores morais.

4º) O Estado e a ciência são falhos.
Se uma guerra ou doença for em maior escala que a atualidade, eles perdem o controle e cerceiam a liberdade e a informação ao indivíduo.

5º) As relações humanas são mutáveis.
Basta uma coisa pequena (no filme, a cegueira) para gerar uma onda de pânico e as relações humanas, sociais, se modificarem.Por exemplo, o 11 de setembro polarizou novamente o globo em ocidente X oriente, ser humano X religião, respeito X dominação.

6º) nós criamos a religião.
O homem cria deus como deseja, como os gregos, maias, astecas, incas, egipcios, romanos, babilônicos, chineses, judeus.... cada um de uma forma.No filme, após todos ficarem cegos, eles "cegam" os santos e cristo, para torná-los semelhantes a eles.

Moral do filme? em minha opinião, é incomcebível uma frase ou banais palavras resumirem todo o conteúdo.O filme inteiro é sua moral, que para cada um é diferente.Se eu pensei estas coisas, outro pode não pensar.

Seja como for, José Saramargo criou uma ótima ficção.

abraços libertários.

ps: ainda não entendeste o que falei meu amigo (a)? então veja o filme.

13 pessoas leram!:

Anônimo disse...

Olá!!
Vim lhe fazer uma visita!
Adrei seu blog!
Até
http://sex-appeal.zip.net
http://cara-nova.zip.net

Amarela disse...

Eu preciso ver esse filme..Preciso urgentemente, eu já queria ver desde o ano passado quando apareceu pela primeira vez no site do cinema. Agora é que eu quero realmente ver. HAAAAAAAAAAAA

Poemar disse...

Sou uma cinéfila de carteirinha, mas ainda não vi este filme, o farei na próxima semana.
Todavia, gostei imensamente das tuas críticas, ou seja, do texto como um todo.

Beijos!

Fernanda Turino disse...

Eu não vou ver o filme enquanto não ler o livro. Então provavelmente só verei quando chegar na locadora. Porque eu tenho que ler livros e mais livros para a faculdade...
Nessas horas me dá muita raiva. Quero poder escolher o que vou ler no meu tempo livre.
Mas pretendo ler logo. Assim que eu conseguir comprar o livro.

abraços literários.

Daniel disse...

Beijos de Londres
Dan
www.sembolso.blogspot.com

Beatriz disse...

Li o romance e estou tentando encontrar um tempinho para ver o filme. A reflexão/crítica que fizeste é pertinente, a julgar pela leitura que fiz do livro. Já me disseram que o filme é forte, denso, e mais contundente do que o próprio romance. É ver para tirar as próprias conclusões. Uma coisa é certa, tuas idéias sobre o teor do filme estão brilhantemente dispostas.

Fica meu desejo de um lindo domingo.

Juliana Oliveira disse...

estou doida para assistir este filme, deve ser baum deamis...ele tem uma mensagem bem direta e significativa e amei seu post sobre a uerj( foi um dos meus piores dias) nem preciso explicar o porque..vamos torçer prq outras facul não fiquem em greve senão (desculpe o termo, mas não existe outro apropriado) créu nos vestibulandos


Esperanças literárias

Amarela disse...

Deu algum problema no meu telefone... ¬¬ só comigo. Vc ainda usa googletalk?

Juliana Oliveira disse...

pode ficar tranquilo, segui seus conselhos e estou melhor. Nada que um dia após o outro mas vestibular é chumbo grosso meu irmão
né mole não

rocks literários* hahaha

Fraturas Expostas disse...

é, mesmo não tendo visto o filme ainda, concordo com o que vc disse...aliás, isso já me parecesenso comum, as coisas são de tal maneira cíclicas, que a gente acaba na mesma verborragia no passar das décadas e de seus acontecimentos...

abraços libertários pra vc também!

(tem texto novo no blog, dois na verdade, tenho produzido muito, espero que você goste)

... disse...

Ja tinha lido sobre o filme na rolling stone e gostei muito da ideia... agora com esse seu post so me da mais vontade de assistir ainda!! vou la... quando voltar comento sobre suas ideias ai do filme!!! Rsss...
bj

Vírgula Antenada disse...

Eita! Até mais nada...
Acho que vc leu o texto quando eu ainda, cinicamente, estava digitando... coisas do blogger, coisas... mais uma chance? Dá pra ler as ponderações? Eu não sou a colunista de Anápolis, ela é uma só um escape. Volta que eu volto.

Zuni K. disse...

O livro é fabuloso.

Ao que me consta, o filme cortou algumas das cenas mais fortes e significativas, para que pudesse se adequar ao público das telas. Por conta disso, não sei se o filme consegue captar toda a essência e a mensagem que Saramago quis passar. No entanto, as tuas observações são muito pertinentes.

Abraços!