segunda-feira, 22 de março de 2010

Humanidade e postura

Em nossa história como humanidade, houveram muitos acontecimentos de glória que nos permitiram evoluir nossa civilização, e outros que ao estudarmos no presente, nos enchem de profunda vergonha. Atos humanos e quase irracionais que selaram o destino de um pouco, uma comunidade, para sempre.

Impérios se construíram sobre guerras e preconceitos sobre outros, sobre vaidade e extermínio. Extermínio este um tanto quanto corriqueiro e atual, por assim dizer. Não foram somente líderes e reinos de tempos quase esquecidos que cometeram os chamados “crimes contra a humanidade”. Neste último século XX, testemunhamos muitas vezes guerras, torturas, perseguições e genocídios sem interferir. E nessa postura cega, surda e muda, milhões morreram. Exemplos não faltam: Stálin (ataques contra minorias), Hitler (ainda hoje o Holocausto mantém feridas abertas), Sadam Russeim (massacres de curdos e outros), na figura de líderes, e países como Ruanda e Sudão que permitiram que ceifassem vidas de grupos específicos no seu território seja por preconceito, por medo ou indiferença.

Foram homens e mulheres que não envelheceram e crianças que não cresceram pelo único e mesquinho motivo do poder. Poderíamos dizer que se houvesse educação tais coisas não aconteceriam ou se o povo fosse mais “culto” não permitiriam que suas lideranças cogitassem esses extermínios. Talvez sim, talvez não. Em países como o Brasil, crimes contra a humanidade sequer são lembrados. São problemas de países distantes ou só uma fantasia. Mas se voltarmos o olhar às comunidades carentes, veremos que seus moradores vivem em condições subumanas. Obviamente não estão sofrendo genocídio, mas estão morrendo lentamente por falta de amparo, cuidado, recursos, esperança e ajuda. Logo, estão sendo exterminados, e isso num país “educado”.

Com a educação pode ser que tais coisas diminuam, mas não pararão. Mesmo numa sociedade ideal, homens pensarão em matar. E essa afirmação não está apoiada apenas no pessimismo ou na máxima “o homem é mau”, mas na verdade de que o preconceito não desaparece com o abc, apenas se mascara.

Concluindo, não basta apenas a educação para extinguir esses atos abomináveis, mas também a mudança de culturas, de valores e posturas. É necessário cooperação e “evoluir”. Precisamos deixar o comportamento individualista e pensar no coletivo, como humanidade neste pequeno planeta azul.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Piadinha

Às 3:47 da madrugada a morte chega ao quarto de Sílvio Berlusconi.
Ele acorda e grita.
- Vim levá-lo, está na hora de ir. - diz a morte se aproximando
- Ir? Ir pra onde?
- Desta pra melhor.
- Mas já? Ainda não terminei!
- Terminou o que?
- De levar todas as mulheres bonitas pra cama. É um dever de Estado.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Apresentação

Meus amigos e amigas que lêem este meu pequeno humilde blog. Depois de, se não me engano, 2 anos aqui neste endereço, resolvi que se torna necessário dar nome aos bois. No meu caso, me apresentar adequadamente. Vocês me conhecem como Pensador Made in Vaso. Mas cansei de usar esse nome e usarei o meu de verdade aqui.

- Qual seu nome então?
- Erick Macau. Prazer em conhecer.

A partir de agora não existe mais o Pensador no Vaso. Nem no nome, nem na foto do perfilzinho do blogspot. Ao lado eu coloquei o link do meu Twitter, caso alguém queira me seguir.

É isso.

Bom dia para todos e apreciem a leitura dos posts antigos té que algum novo apareça por estas bandas...

Abraços libertáros


PS.: Alguém sabe como colocar um contador de visitas no blog?

OBS.: Desisto do contador. Meu blog não ta aceitando nenhum tipo de código.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Novo Selo

Pois é meus amigos, recebi mais um selo. Já é o 2º esse ano, q por incrível q pareça, foi o q menos escrevi....
Recebi o selo Masterblog da Tahiana Andrade, autora do blog Idiotizando. Agradeço a ela por essa mostra de carinho embora conheça meu blog há muito pouco tempo.

Pergunta a ser respondida pelos ganhadores do selo:

Pra mim, o que não tem preço?

- R.: - Pra mim a poesia não tem preço, pois ela está solta no ar com pequenas variações de tons e intensidade à disposição de todos os que podem vê-la e senti-la até enfim despejá-la no papel juntamente consigo mesmo.

Indicando 9 blogs:

1- http://momentolala.blogspot.com/

2- http://idiotizandonanet.blogspot.com/

3- http://meridianosparalelos.blogspot.com/

4- http://do-fundo-do-mar.blogspot.com/

5- http://entreofascnioeopensamento.blogspot.com/

6- http://meunomeegal.blogspot.com/

7- http://blogdogibson.wordpress.com/

8- http://jornalplasticobolha.blogspot.com/

9- http://instavelletargia.blogspot.com/


É isso aí! Peguem seus selos, respondam às perguntas e indiquem outros 9 blogs. Além de prestigiar ótimos leitores podemos ajudar a divulgar blogs que gostamos!


abraços libertários

quinta-feira, 4 de março de 2010

Espalhadas pelo ar - Resenha Crítica

Meus amigos, decidi publicar aqui uma resenha minha sobre um curta que achei belíssimo! Para assisti-lo este é o link:

http://portacurtas.org.br/Filme.asp?Cod=5647

Aproveitem:

Espalhadas pelo ar. Diretor: Vera Egito. Elenco: Ana Carolina Lima,Estevan Santos, Renata Torralba Horta. 2007. 15 min.

Fumaças de cigarro. O traço em comum entre Cora e Viridiana. O que é o cigarro para as duas?
Somente um vício ordinário ou algo além? Pela poesia do curta-metragem, percebe-se que é algo além.

O curta amarra-se em dois núcleos que se iniciam independentes e em dado momento se entrecruzam. O primeiro, e porquê não central, retrata a vida de Cora, típica mulher moderna, presa a uma vida infeliz, a um casamento in
sosso, sem o brilho sensual e luxuriante da paixão. A abordagem do vazio existencial da mulher sem perspectivas no casamento através do seu próprio ponto de vista, quando Cora aos trinta anos mostra-se emocionalmente vazia, abandonada, e, sentindo-se sem o vigor da juventude. Seu marido, um homem calado, com frases curtas em sua relação conjugal, dedica-se totalmente ao trabalho. Fato esse verificado em duas ocasiões: no começo, quando ele pergunta onde está sua meia e Cora, inesperadamente, dá-lhe um beijo, sendo por ele afastada, recebendo a seguinte explicação: “Eu não posso me atrasar”. Noutra ocasião, ele está escrevendo ao computador, sua esposa passa por ele vestindo um robe e ao voltar, está sem a roupa, somente usando calcinha. Ele fica surpreso, mas sem empolgação, logo volta ao trabalho, como se nada tivesse acontecido. Fica-nos uma interrogação relacionada à desculpa do trabalho para estar afastado de sua esposa: poderia ter uma amante ou, simplesmente deixou de amar Cora?

Em dado momento, Cora, ouvindo sussurros, sobe as escadas depara-se com a jovem Viridiana e suas amigas, fumando e usando apenas suas roupas íntimas. Encabulada, Cora volta-se, procurando sair da situação constrangedora, ao que Viridiana explica que estavam fumando ali porque em casa era proibido, e, seminuas para que as roupas não cheirassem a cigarro. E Cora, com um sorriso de cumplicidade, diz: “Podem ficar tranqüilas que o segredo está bem guardado”. Incentivo ao vício? Conivência? Há uma sugestão que nesse cruzamento com Viridiana, adolescente de catorze anos, em época de descobertas, a simplicidade em resolver o proibido em não acatar as normas da sociedade para a idade em que se encontra, ou seja, buscando auto-afirmação, inicia-se o processo de transformação da personagem central.

Repentinamente, sua rotina pacata sofre uma reviravolta com um simples encontro das duas na porta do elevador. Cora simpatiza com a garota. Viridiana lembra-a do fulgor adolescente. A menina reflete a normalidade dessa faixa etária: a descoberta da atração pelo sexo oposto, estar apaixonada por um garoto bonito, experimentar coisas que são proibidas de forma escondida (fumar cigarro no prédio, num espaço público, de roupas íntimas. A naturalidade contrastando com o perigo de ser pega, adrenalina, prazer), a curiosidade pelo sexo, pela expectativa de sua primeira vez. Pensamentos e situações banais que, todavia, para a personagem Cora, são a sua emancipação. Claramente ela não sente mais desejo por seu marido, não sente... amor. Cora percebe isso enfim. Onde estaria seu sentido existencial? Quais regras a mantinham de cabeça baixa? Com um sutil “temos que conversar”, termina o casamento. Ele sai do apartamento, que logo após é redecorado por Cora.

Ao final, Cora sobe as escadas, até o ponto onde encontrara as adolescentes fumando. Ela despe-se de seu vestido, senta-se e fuma. Viridiana aparece, pergunta se ela irá mudar de prédio; Cora responde negando. Só seu marido iria embora. Ela fica. O Curta termina com as duas, lado a lado, ambas somente de roupa íntima, fumando. Cumplicidade, a quebra das regras, das convenções sociais, a exteriorização do interior, e a satisfação de liberdade. Fumaças de cigarro. Quinze minutos de poesia, quinze minutos de reflexão e catarse.



Abraços Libertários