sábado, 28 de maio de 2011

Espinhos

A vida parou. Foi só um espirro. Ou menos até. Foi o tempo da mulher da minha vida começar a me odiar e não sei se um dia parará.
Há um mês era um ano de namoro, amor intenso. Pena que a comemoração foi justo no dia da insurreição no theatro municipal da OSB jovem, onde ficamos no meio da guerra interna, literalmente na platéia. Nesse dia eu só queria olhar pra ela, e poder sempre... amá-la. Não importava os gritos e vaias ao maestro, os músicos se retirando do palco, os repórteres se engalfiando pela matéria.... ela. Só ela era o que eu prestava atenção.
Houve poemas muitos de amor e tantas mais juras, aos milhões. Sendo cuidadosamente guardados na caixinha de recordações.
Mas a caixinha hoje está comigo, junto com tudo que lhe dei... tudo devolvido por causa de um espirro ou menos até.
De todos os burros que há no mundo e outros sei lá quantos bandidos, talvez seja eu o pior. Perdi o que é mais importante na vida por um momento estúpido, sem pensar, de dizer o que não devia. Meu coração pulsante contra espinhos.
A vida parou. Instante, segundo, piscar de olhos, explosão solar.
Foi só um espirro.
Ou menos até.
Foi o tempo da mulher da minha vida começar a me odiar.....
......................... e não sei se um dia parará.

Abraços Libertários

2 pessoas leram!:

Layz Costa disse...

que profundo, ameii esse cantinho...te sigo, parabéns!

Juliana R disse...

- Eu sei do que está falando.
Eu passei por isso e não sei que palavras falar pra vc!
Não sei o que aconteceu, o que um fez com o outro. E também não cabe a mim interessar.
O que posso dizer é que as vezes certas coisas acontecem para o nosso bem. As vezes continuar, pode ser prolongar o pior.
Sei do que estou falando, porque você sabe que passei por isso.
E te digo com todo coração que é muito triste, acordar todos os dias e saber que nada será como antes. Descobrir que a pessoa que vc ama não é o que pensa e que ela te fez tanto mal.
Tanta coisa pra aprender... Te deixo com essa mensagem para que possas refletir!
Somos novos e nada é permanente!
Abraços literários!