domingo, 26 de fevereiro de 2012

Beco

Ao Saudoso Manuel Bandeira

Por trás desta insensatez, dessas cortinas mal feitas, este beco
o que tens?
que será deste silêncio cortado por garrafas quebradas
da bateria soando nos clubes
e das serenatas acolá nas janelas?
O que será desse não saber o que pensas
das fugas e tropeços
de enfrentar os fiordes da sarjeta
e os vômitos no lixo?
São apenas bêbados, poetas,
moldados vagabundos e sensíveis
ao álcool, às desilusões,
e à cada maria ou joana que julgou que tivesse piscado os olhos
nas fumaças dos cigarros.
São bêbados do samba-jazz do beco;
um beco que não é nada
apenas um beco.

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