domingo, 29 de abril de 2012

“Decifra-me ou te devoro”


Esse jeito de mulher-criança
Não esconde a criança-mulher
Não a esconde que sabe
E também sei que.
Com gritos de cumprimento
O castelo de cartas abalou
Enfraquecendo ambos
Cada disparo lançado.
Cada palavra é
Outras vinte tantas mais
E o poder dos olhos trai
Quando pensando tenta não sentir.
Se te privo de mim
Também me privas de ti
A flor camuflada vejo,
Ainda aparece no teatro armado.
Não aceitarei tua boca com dois nomes
O meu egoísmo abrange o teu,
Culpa e arrependimento
Não são uma opção.
Vive intensamente o que sente
Pois se não intenso for
Não existe
E vazio deixa.
Meu mistério é o teu
E o encanto continua
Pelo que conhecemos bem
Nos surpreender sempre.
De tanto que se faz forte
Frágil se torna junto,
Encobrindo as fraquezas
Para não sermos dominados.
Lembre que estes versos
Foram escritos por você neste papel,
“decifra-me ou te devoro”, dizemos
Teu espelho lhe diz “xeque”.

2 pessoas leram!:

Mz disse...

Mate ;)

Nabel Braz disse...

Beleza de blog!

Abraços de luz