sábado, 7 de abril de 2012

Vozes

Que fazer então desse latrocínio?

Desse sombrio estar e cego viver?

Tão duro o tapa desta dura pena

Dessa alma arrebentada

E desprezada a cada alvorecer.

Correm lágrimas pelo corpo seco

E suor na pele fria

E mal amada,

Porque viver dói

Mesmo só respirando.

Pulam murmúrios e sussurros

De galho em galho

E como gafanhotos

Destroem todo ouvido e coração que tocam;

Envenenando as impressões e lembranças

De cada zé sobre quando chegam.

Durma, querido espelho,

Durma para que não lhe devorem

Esses julgamentos alheios.

1 pessoas leram!:

Anônimo disse...

a poesia e muito realista e toca fundo no pensamento